![]() |
||||||||||
![]() |
||||||||||
| Notícias do dia 05.08.99 | ||||||||||
|
Angola
- Nigéria na final Ao intervalo, os anfitriões venciam por 46-29. Na final, sexta-feira, Angola defronta a Nigéria, que afastou na outra meia-final o Egipto.
Questionado sobre a quebra de produtividade dos seus jogadores, indicou que os atletas depois de estarem a vencer folgadamente começaram a pensar no encontro de sexta-feira, com a Nigéria. "O nosso
objectivo era chegar a final do "afrobasket99", afirmou, adiantando
que sexta-feira qualquer equipa estará em condicoes de conquistar o
trofeu. Por sua vez, Alkaye Toure, treinador do Mali, disse que faltou comunicação entre atletas e técnicos, devido ao barulho dos espectadores. Para Toure o ponto mais fraco da equipa angolana hoje foi na defesa e nas assistências, prognosticando uma difícil partida entre Angola-Nigeria na final.
Sob a arbitragem do argelino Jedidi e do Sul-Africano, Saunders, as equipas alinharam: Angola: Mali: Declarações Andrew Isokpehi
disse, relativamente ao desafio de hoje contra o Egipto (69-54), que os árabes
jogaram bem, mas a sua equipa foi mais feliz e conseguiu apurar-se para a
final do campeonato africano de basquetebol "afrobasket99". Para ele, há duas razoes que considera necessárias para vencer os anfitriões: "vamos contar a partir desta noite com Julius Nwoso, joga na ncca (campeonato universitário dos estados unidos) e Yinka Dare, na NBA. Por seu turno, Mário Blassone, técnico da selecção egípcia, reconheceu que jogou mal. "Jogamos mal e perdemos o desafio" afirmou o italiano ao serviço da equipa do Egipto. Indicou que a ideia de chegar a final perturbou os seus jogadores, acrescentando que apesar de tudo justifica-se o resultado uma vez grande parte dos basquetebolistas é jovem, enquanto o capitão de equipa motalib afirmou apenas que "hoje tivemos pouca sorte. Esta é uma noite para esquecer", concluiu. Espectáculo
e relaxe na vitória da selecção anfitriã Alcançando a sua sexta vitória em confrontos directos com o seu opositor de hoje (só perdeu um encontro nos "panafricanos" de 1995 em Harare), a equipa de Mário Palma aliou a sua sobriedade do costume com a recreação, sobretudo na etapa complementar. Com um inicio fulgurante, os tetra-campeoes africanos, que entraram com Vector de Carvalho, Jean Jacques, Edmar, Lutonda e David, estiveram muito certos na defesa e concretizaram a maior parte dos seus pontos no contra-ataque. Tendo o desafio sob controlo, ainda durante a primeira metade, o seleccionador nacional permitiu-se ao "luxo" de a sete minutos do fim mudar quase toda a equipa titular, ficando apenas Jean Jacques, que sairia depois. Ainda assim, a formação anfitriã manteve os níveis de produtividade, principalmente na defesa e terminou os primeiros 20 minutos a vencer por 17 pontos de diferencia (46-29). A etapa complementar, contudo, não foi tão brilhante como a inicial e o Mali chegou mesmo a estar a uma diferença de quatro pontos no "placard", apesar de a maior parte deste período o "cinco" base ter estado em campo. Depois de estar a ganhar por 20 pontos de diferença, a selecção angolana relaxou bastante, fruto de algum excesso de confiança e permitiu ao Mali "sonhar" com a final durante alguns instantes do desafio. Entretanto, Edmar Victoriano praticamente "matou" o jogo com um triplo a dois minutos do fim, quando a diferença pontual era de sete e o adversário remava contra a maré. Depois, com a diferença obtida na primeira parte, a formação anfitriã tratou apenas de gerir a diferença do jogo em que Jean Jacques foi o melhor marcador de Angola com 15 pontos. O desempenho de Angola, cujo ataque esteve uma vez mais pouco concretizador, foi, todavia, razoável e inclusivamente terminou a segunda metade sem sequer atingir as oito faltas, marca a partir da qual a equipa infractora é punida com lances-livres nas faltas subsequentes.
Sob a arbitragem do marroquino (Jendane) e do maliano (Fred), as equipas alinharam: Egipto: Nigeria: Nigéria
na final Os nigerianos, vice-campeões de África, vão defrontar sexta-feira na final, o vencedor do encontro entre as selecções de Angola e do Mali, que começa dentro de momentos (19:00), no mesmo recinto. Senegal
ocupa o sétimo lugar No período da tarde disputam-se as meias-finais entre as selecções do Egipto e Nigéria, e Angola/Mali. Declarações
(Tunísia - Argélia) Para Ben Slimane, o desafio de hoje foi muito difícil, depois de ter perdido a esperança de melhorar a classificação. "Estamos satisfeitos com a classificação por termos jogado com basquetebolistas jovens", disse o adjunto de Zoran Zupcevic, tendo reconhecido que pecou muito na zona defensiva, onde para ele "foi o ponto fraco dos tunisinos". Afirmou, por outro lado, que a organização do "Afrobasket99" esteve a altura da prova. Zrida, jogador da Tunísia, mostrou-se, tal como seu técnico adjunto, satisfeito com o quinto lugar alcançado. Por seu turno, Boualem Mokrani, treinador da Argélia, disse que tentou tudo que esteve ao seu alcance para ocupar o quinto posto, mas não conseguiu porque a sua equipa cometeu muitos erros. "Nós tentamos lutar para o primeiro lugar ainda na Iª fase, mas a equipa ficou desestabilizada, por falta de engajamento de alguns basquetebolistas", sublinhou. Em relação a organização da competição, considerou que na província de Cabinda teve condições razoáveis. Argélia/Tunísia
(ficha) Argélia
- Ait Kaci (20), Anane (1), Ben Houcin (0), Kessi (0), Harouni (1), Rebahi
(3), Brahimi (0), Boukhalfi (10), Oukid (4), Ben Rahdane (0), Sayah (15) e
Quali (0). Treinador: Boualem Mokrani Tunísia
ocupa quinta posição Ao intervalo, os argelinos venciam por sete pontos de diferença (29-22), mas os tunisinos conseguiram dar a volta ao resultado, numa partida bastante emotiva e equilibrada. A Argélia
terminou assim a sua participação no campeonato, na sexta posição.
Os senegaleses, detentores do título, foram a grande decepção deste "Afrobasket", já que regressarão a "casa" sem qualquer medalha. No período da tarde realizam-se as meias-finais. O Egipto joga com a Nigéria, as 17:00 horas, e Angola defronta o Malí, as 19:00. Angola
decide hoje passe para a final Os anfitriões, que terminaram invictos a primeira fase da competição (grupo II), realizada na capital, não deverão encontrar muitas dificuldades para ultrapassar a formação maliana mas, para tal, não podem menosprezar o adversário. A selecção angolana teve uma prestação positiva na etapa inicial, não obstante ao susto que apanhou diante da Nigéria, também candidato ao título e vice-campeão continental. De resto, um bom jogo em perspectiva, em que os angolanos tem tudo para tornear os malianos, que na primeira fase até perderam para a selecção caboverdeana. Na outra meia-final,
entre o Egipto e a Nigéria, torna-se arriscado indicar um provável
vencedor, dado o nível equiparado das duas equipas. Mesmo assim, os
detentores da medalha de prata entram com uma certa dose de favoritismo. No período
da manhã, para as classificativas do quinto e sexto lugares, vão
jogar Tunísia e Argélia. Prevê-se um encontro bastante
equilibrado, pois as duas equipas tiveram uma prestação razoável
na primeira fase da prova. Os senegaleses, já sem hipóteses de defender a coroa conquistada em 1997, em "casa", querem a melhor classificação possível, ao passo que os ivoirienses pretendem um lugar honroso. Por isso, as duas formações irão empenhar-se para vencer o desafio, também agendado para esta manhã, no pavilhão da cidadela.
|
||||||||||